SANTA CASA EM FOCO – Superintendente Geral avalia impacto do piso salarial da enfermagem na rede filantrópica

Em entrevista ao jornal O Popular, veiculada em 29 de agosto, a superintendente Geral da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia, Irani Ribeiro de Moura, falou sobre os impactos do piso salarial da enfermagem no setor filantrópico de saúde.

Recém-empossada presidente da Federação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos do Estado de Goiás (Fessanta), ela salientou que a entidade não é contra o piso. Enfatizou que a definição do orçamento das instituições filantrópicas é a tabela do SUS.

“Em nosso hospital,96% dos atendimentos são SUS. Ficamos negativos todos os meses. Nosso déficit é de R$ 13 milhões. Não temos recursos para pagar”, disse, ressaltando que quando a lei que estabeleceu o piso salarial passou pelo Congresso Nacional foi questionado qual seria a fonte de recursos para cobrir o custo. “Os parlamentares disseram que iriam indicar, mas a lei foi sancionada sem essa informação e estamos muito preocupados e aguardando um posicionamento do Supremo Tribunal Federal”.

As 13 instituições filantrópicas que formam a Fessanta somam 1.600 leitos e o impacto provocado pelo piso supera R$ 36 milhões de reais. “Algumas instituições serão atingidas em 88% da folha de pagamento devido à quantidade de profissionais de enfermagem. Se não houver uma fonte extra de recursos, mais de 400 profissionais serão demitidos e mais 500 leitos fechados”, alerta.

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