Santa Casa realiza missa em louvor a Nossa Senhora Aparecida

Goiânia, 09 de outubro de 2018 – A ala Madre Paulina no segundo andar da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia (SCMG), foi cenário para celebração em honra a Nossa Senhora Aparecida.  A fé e a devoção reuniram colaboradores e pacientes em uma missa no hospital. O momento de religiosidade, presidido pelo Bispo Auxiliar, Dom Levi Bonatto que também é vice-presidente da SCMG foi acompanhado pelo coral da Paróquia Nossa Senhora Aparecida e Santa Edwiges.

O evento realizado pela direção da SCMG é fundamentado nos valores da instituição que cultiva os sempre lembrados na área científica como a ética e a segurança, mas também outros igualmente importantes para o sucesso da prestação de serviços em saúde que são a humanização, o respeito e o acolhimento. O tema escolhido para a celebração, Fazei o que Ele vos disser, revestiu a missa de uma importância maior já que a Misericórdia de Deus é abundante em relação aos enfermos.

Irani Ribeiro – Superintendente Geral SCMG

Hoje o hospital tem 150 pacientes internados, outros 20 em UTI e atende, no ambulatório, grande parte da população de Goiânia e região metropolitana que depende do Sistema Único de Saúde.  Irani Ribeiro (foto), superintendente geral da Santa Casa de Goiânia, disse durante a celebração que: “só mesmo Deus pode explicar como, com tão poucos recursos, nós estamos conseguindo manter esses leitos funcionando, curando os pacientes, ensinando aos alunos que chegam aqui, por intermédio de convênio com a Pontifícia Universidade Católica de Goiás, para cursos de especialização em 18 especialidades médicas.

Procissão e Bênçãos

A comemoração antecipada ao dia da Padroeira do Brasil contou com uma procissão que levou bênção aos pacientes nos leitos e às instalações da instituição. Dom Levi Bonatto definiu o evento como “um momento de muita esperança para as pessoas que sofrem doentes, que rezam à Nossa Senhora que os atende”. O Bispo Auxiliar lembrou ainda que “a Santa Casa de Goiânia, que é de Misericórdia, é a casa dos pobres, a mãe de muitos filhos, aquela que acolhe e cuida com amor”.  Veja as galeria de imagens
FOTOS: Vicom

Palestra qualifica profissionais da Santa Casa sobre cuidados com pacientes terminais

Capacitação reuniu profissionais de vários setores da Santa Casa – Foto: Ascom/SCMG

Os cuidados para humanizar a assistência ao paciente terminal e seus familiares foram objeto de palestra ministrada nesta terça-feira (24) para profissionais da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia (SCMG). A qualificação foi conduzida pela psicóloga especialista Jéssica Inácio de Almeida Prado, que atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol).

A convite do Voluntariado da SCMG, Jéssica Prado detalhou os procedimentos e formas de abordagem que a equipe hospitalar deve tomar para amenizar o sofrimento de pacientes com doenças sem prognóstico de cura. “O papel não só dos médicos, mas de toda a equipe é acompanhar esse processo, entender a dor do paciente, aceitar o enfermo e cuidar dele”, destacou a psicóloga.

No entendimento de Jéssica Prado, os profissionais de saúde que lidam diretamente com pacientes terminais devem se colocar no lugar dos doentes, fazendo para isso um exercício de empatia. Foi essa a direção que a psicóloga tomou para dirigir os profissionais da Santa Casa numa dinâmica de grupo intitulada Cartas na mesa, pela qual os colaboradores tiveram de responder a pedidos que o paciente terminal costuma fazer nesse estágio do tratamento.

“O papel não só dos médicos, mas de toda a equipe é acompanhar esse processo, entender a dor do paciente, aceitar o enfermo e cuidar dele.” Psicóloga Jéssica Prado

“Quando estamos doentes, a gente deixa de lado o medo e quer falar sobre isso [o processo de morte]”, observou a psicóloga Jéssica Prado. Ela ressaltou que os profissionais da SCMG precisam estar preparados para agir mediante as reações dos pacientes, considerando, por exemplo, as negações deles a determinados procedimentos médicos. “É preciso compreender os motivos que ele tem para não aderir ao tratamento e procurar conversar com o paciente sobre outros assuntos além da doença”, orientou Jéssica.

Investimento em qualificação

Coordenador do Voluntariado da Santa Casa, o também psicólogo Roberto Ribeiro chamou atenção para a importância de os profissionais da saúde se atualizarem, com palestras e cursos, visando a prestação de serviço aos pacientes. “É importante recebermos palestras que envolvem habilidades para lidar com os nossos pacientes, que no ambiente hospitalar reagem emitindo comportamentos de perda, sofrimento e dor”, concluiu Roberto.

Fonte: Assessoria de Comunicação/SCMG