Santa Casa de Goiânia: 82 anos de solidariedade, caridade, ética e amor ao próximo

A trajetória da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia (SCMG) guarda uma relação muito particular com a própria história da capital de Goiás. O hospital foi aberto em 1936, apenas três anos depois da fundação de Goiânia pelo médico e político Pedro Ludovico Teixeira e a esposa, Dona Gercina Borges, uma das principais idealizadoras da Santa Casa.

O primeiro prédio da SCMG foi instalado na região central de Goiânia, onde funciona hoje o Centro de Convenções. Fruto do trabalho da Conferência de São Vicente de Paulo, com apoio das Irmãs Dominicanas e das Irmãs Vicentinas, além de autoridades políticas, empresários e profissionais liberais, a Santa Casa abraçou, de forma calorosa, a população goianiense e de municípios vizinhos. Pela excelência de seus profissionais médicos, técnicos e administrativos, não demorou muito para pacientes também de estados limítrofes passarem a buscar tratamento na Santa Casa de Goiânia.

Em 1985, a sede da SCMG foi transferida para a Rua Campinas, na Vila Americano do Brasil, onde funciona até hoje com 11 salas no bloco cirúrgico, 20 leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e mais 296 leitos instalados em dois pavimentos. Esse complexo hospitalar confere à Santa Casa a condição de maior hospital de atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS) no Centro-Oeste.

Um ano de superação

Os atendimentos aos pacientes do SUS somam 96% do total realizado pela Santa Casa de Misericórdia de Goiânia (SCMG). Moradores da capital correspondem a 67% da demanda e os outros 33% vêm do interior de Goiás e outros estados.

Instituição privada de caráter filantrópico, administrada pela Igreja Católica, a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia é referência em cirurgias de alta complexidade como transplantes cardíaco e renal.  A unidade de saúde oferece atendimento em 34 especialidades médicas e funciona como hospital-ensino da PUC Goiás em 18 cursos de residência.

Nos últimos doze meses a dificuldade financeira no hospital foi acentuada e mesmo assim, a ameaça de fechamento que rondou a Santa Casa em setembro de 2017 foi sendo amenizada a partir da mudança da gestão em outubro de 2017.  A atual superintendente Geral da SCMG, Irani Ribeiro, revela que o trabalho hoje é desenvolvido com o objetivo de manter a ampla estrutura da instituição funcionando comprometida com a qualidade, ensino e inserção comunitária e social. “O fechamento geraria forte impacto na assistência à saúde da população de Goiás” diz a superintendente.

Os números mostram a importância desta instituição prestadora de serviço no campo da assistência médica hospitalar, ambulatorial e laboratorial às camadas menos favorecidas da população do Estado de Goiás. Com quase 300 médicos, 78 residentes e 850 colaboradores, no período de outubro de 2017 a outubro de 2018 foram realizadas quase 56mil consultas, perto de 5.500 cirurgias e um total geral de 8.500 internações. “Nós estamos em recuperação para, a cada dia mais, abrir as portas da nossa casa às pessoas que precisam”, conclui Irani Ribeiro.

Jornal Encontro Semanal Publica Homenagem à Santa Casa de Goiânia  

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Veja como foi a comemoração do 82º aniversário da Santa Casa de Goiânia

Imagens cedidas por Vicom/Fulvio Costa