Santa Casa comemora aprovação da MP de socorro aos hospitais filantrópicos

O senador Lasier Martins (PSD-RS) se manifestou favoravelmente à MP, na forma de um projeto de lei de conversão – Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A superintendente-geral da Santa Casa de Misericórdia de Goiânia (SCMG), dra. Irani Ribeiro de Moura, acompanhou nesta terça-feira (11) a aprovação, no Senado Federal, do relatório da comissão mista da Medida Provisória (MP) 848/2018, que abre linha de crédito de R$ 4,7 bilhões por ano às Santas Casas e hospitais filantrópicos. Superintendente-administrativo da SCMG, dr. Irondes José de Morais também presenciou a votação. A MP contempla instituições que participem de forma complementar do Sistema Único de Saúde (SUS). O texto segue agora para os plenários da Câmara e do Senado.

“É uma medida que vai representar, de fato, a continuidade dos serviços prestados em muitos hospitais filantrópicos do Brasil. As Santas Casas, sobretudo, atravessam dias difíceis, com falta de investimento e de recursos para manter suas portas abertas. É o caso do nosso hospital, que tem 96% da renda oriunda do convênio com o SUS. Portanto, acredito que tanto os deputados como os senadores estarão sensíveis ao nosso pleito, que visa tão somente a manutenção do atendimento à população”, disse Irani Ribeiro.

Os recursos têm como fonte o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e equivalem a 5% do FGTS. A taxa de juros não poderá ser superior à cobrada da modalidade pró-cotista dos financiamentos habitacionais, que beneficia trabalhadores inscritos no fundo. A linha tem juros mais baixos do que os praticados no mercado, estando hoje entre 8% e 9% ao ano, na Caixa Econômica.

A linha de crédito será operada pela Caixa, Banco do Brasil e Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O risco financeiro da operação ficará com os três bancos oficiais.

Somente terão acesso ao financiamento os hospitais que ofertarem o percentual mínimo de 60% de seus serviços ao SUS. Os recursos não utilizados pelos hospitais serão devolvidos para investimentos em habitação, saneamento básico e infraestrutura urbana.

As entidades oferecerão como garantia a consignação de recebíveis — repasse direto dos créditos do FGTS que venham a receber de outros agentes, notadamente os valores do SUS devidos a esses hospitais pela prestação de serviços.

Socorro

Relator da proposição, o senador Lasier Martins (PSD-RS) destacou o alcance social da medida, tendo em vista o atual estado de penúria dos hospitais filantrópicos e Santas Casas. Essas entidades respondem por um terço dos leitos do país e por metade das cirurgias do SUS, muitas de alta complexidade, e enfrentam grave situação financeira, com uma dívida que chega a R$ 21 bilhões. O relator considera que a saúde deve estar em primeiro lugar, a despeito da importância de investimento em saneamento básico e infraestrutura.

— Essa iniciativa vem em muito boa hora. Um alcance de R$ 4 bilhões por ano, exclusivamente para hospitais filantrópicos e santas casas, é um socorro extraordinário. A saúde preventiva não é feita. Hoje temos hospitais lotados, e estes temos que socorrer — afirmou.

A aprovação da MP também foi saudada pelos deputados Toninho Pinheiro (PP-MG), Darcísio Perondi (MDB-RS) e Leonardo Quintão (MDB-MG), que preside a comissão mista.

Fonte: Agência Senado (com edição pela Assessoria de Comunicação | SCMG)